História

História do Windsurf

Em 1963 o casal Newman e Naomi Darby desenvolveu o primeiro protótipo do que viria a ser uma prancha a vela. Newman era velejador e Naomi era canoísta. O sonho de Naomi era adaptar uma vela à sua canoa. A prancha deu certo, porém, os altos custos de fabricação, bem como toda a burocracia para patentear a idéia fizeram com que o casal desistisse de sua invenção. Cinco anos mais tarde, os amigos Jim Drake, engenheiro aeroespacial, e Hoyle Schweitzer, empresário e surfista, patentearam a criação do casal Newman, batizando o novo equipamento esportivo de Windsurf.

Pouco a pouco o esporte foi ganhando o mundo. Em 1970 a empresa Tencate comprou a licença para fabricar o Windsurf pela Holanda e rapidamente o esporte ganhou a Europa. Entre 1973 e 1978 foram produzidas cerca de 150 mil unidades. Em 1984 veio o grande salto. Durante uma reunião realizada em Moscou, o Comitê Olímpico Internacional reconheceu o windsurf como esporte olímpico autorizando a sua participação nos Jogos Olímpicos daquele ano.

­O primeiro ídolo do windsurf internacional foi o norte-americano Robby Naish, pentacampeão mundial e responsável pela divulgação do windsurf competitivo nas praias do mundo todo. Aqui no Brasil, o esporte chegou através do paulista Fernando Germano que trouxe a primeira prancha de windsurf para cá. Outros pioneiros do windsurf no Brasil são Klaus Peter, Marcelo Aflalo e Leonardo Klabin.

Atualmente o esporte é organizado pela PWA – Professional Windsurfer`s Association que é a entidade responsável por organizar as competições mundiais. No Brasil, a Confederação Brasileira de Vela e Motor e a Associação Brasileira de Windsurf regulamentam o esporte por aqui. Todas essas entidades seguem as normas da ISAF – International Sailing Federation, entidade máxima de vela no mundo.

  • Equipamentos

Vela – é o “motor” da prancha e responsável por captar o vento e impulsionar a prancha. Existem vários tipos e tamanhos de velas. As mais comuns têm entre 3.0 e 12.5 m2 .

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Pé de mastro – usado para prender a vela na prancha.

Mastro – serve para armar e manter a vela em pé.

Retranca – mantém o formato da vela e ajuda o windsurfer a direcioná-la.

Extensores – servem para deixar a vela esticada.

Alça – serve para o windsurfer prender o pé na prancha – muito utilizada quando se está velejando em alta velocidade.

Quilha – ajuda a direcionar a prancha.

Trapézio – espécie de “cadeirinha” usada para prender o velejador à vela para que ele use o seu próprio peso para controlar a vela e, consequentemente, não se desgastar tanto.

Prancha – é semelhante à pranchas de surfe, porém, seu tamanho e formato pode variar bastante. Até a década de 80 e início da década de 90 utilizavam-se apenas as pranchas de “regata” que não proporcionavam muitas manobras. A partir dessa época surgiram as pranchas atuais, mais conhecidas como “funboards”.

Glossário Wind

Arribar – afastar o bico da prancha da linha do vento

Beach start – iniciar o velejo a partir da praia – para tanto o velejador deve estar com água até, no máximo, a cintura, e erguer o equipamento para encher a vela com o vento que deverá puxar o velejador

Caçar – puxar um cabo da vela

Dar um bordo – trocar de direçao de frente para o vento

Jibe – trocar de direção dando as costas para o vento – a vela gira pela proa da prancha

Lay down jibe – jibe em que a vela fica deitada paralelamente à água

Merreca – vento fraco para o velejo

Orçar – aproximar o bico da prancha da linha do vento

Planar – velejar em alta velocidade – apenas uma pequena área da prancha toca a água

Puxão – cabo que serve para levantar a vela quando ela está na água

Rabeta – popa da prancha

Rig – conjunto formado pela vela, mastro e retranca

Shape – formato que se dá à prancha

  • Categorias

As categorias do windsurf são determinadas pela PWA – Professional Windsurfer´s Association. A grande variedade de estilos dos equipamentos foi um dos fatores que mais contribuiu para a criação das diversas categorias.

As três categorias principais do windsurf são: RS:X (olímpica), Wave (ondas) e Fórmula (velocidade). Essas categorias, porém, dividem-se também em subcategorias que possuem provas e equipamentos específicos. Conheça cada uma delas:

Freestyle
No freestyle vence o windsurfer que fizer as manobras mais radicias. As competições acontecem em lagos ou mares sem muita onda. As provas são decididas em baterias pelos juizes, como no surfe ou no bodyboarding. As pranchas devem ser curtas e largas com bordas arredondadas (255 a 280 cm). As velas também não são grandes (entre 5.0 e 7.5 m2), permitindo uma rápida aceleração.

Fórmula
A regata se dá em um percurso quadrado para que o competidor veleje em popa, contra-vento e través. Cada velejador só pode inscrever uma prancha e três velas para o evento. A prancha deve ter uma largura máxima de 105 cm e pesar, no mínimo, 8,5 kg. As velas também são grandes – acima de 8.5 m2.

Wave
Pranchas pequenas com bordas arredondadas feitas especificamente para descer e saltar ondas fazendo muitas manobras. As pranchas têm entre 245 e 280 cm e as velas entre 3.0 e 6.5 m2. Os bicos das pranchas devem ser levantados para evitar “embicadas” nas ondas. Aqui o que vale é manobrar em muita velocidade. As competições atraem muito público e os velejadores dão verdadeiros shows no mar.

Raceboard
É a categoria mais tradicional do windsurf. As pranchas não são padronizadas como a Mistral, mas elas têm limites de peso. As velas não devem ultrapassar 7.5 m2 e as pranchas tem em média, 380 cm. Essa categoria se subdivide de acordo com o peso de seus competidores: raceboard leve, para velejadores abaixo de 70 kg, e raceboard pesado, para aqueles que pesam acima de 75 kg. Os velejadores que pesam entre 70 e 75 kg podem optar entre a categoria leve ou pesado.

Freeride
A categoria Freeride engloba os equipamentos ideais para os iniciantes. As pranchas são resistentes e mais baratas e não são específicas para um determinado tipo de prova. Ideal para os velejadores de finais de semana.

Slalom
As competições são realizadas em um percurso no formato da letra W, onde os velejadores percorrem 5 retas e fazem 3 jibes. Aqui, o que vale é largar da melhor maneira possível para adquirir muita velocidade nas retas. As provas só acontecem com ventos acima de 12 nós. As pranchas são muito leves e as velas normalmente são menores do que 6.5 m2.

Course racing
Não há limite para o equipamento e as pranchas geralmente são mais largas e as velas maiores. As regatas são disputadas em barlavento (contra-vento e popa).

Speed
Aqui ganha quem realmente for o mais rápido. As competições acontecem em águas calmas, sem ondas e com vento acima de 25 nós. As pranchas pesam menos do que 4 kg. O recordista de velocidade no windsurf é Finian Maynard, das Ilhas Virgens Britânicas, que atingiu a marca de 48, 7 nós (algo em torno de 90 km/h). As marcações podem ser feitas tanto com radares quanto com GPS.

RS:X
Essa categoria foi criada em 2004, após a Olimpíadas de Atenas, e veio para substituir a Mistral. Esta será a categoria oficial de windsurf nos Jogos Olímpicos de Pequim. A prancha tem um desenho mais moderno e atinge velocidades mais altas. Os homens usam vela de tamanho 9,5 m2 e as mulheres 8,5m2. O equipamento permite velejar em qualquer tipo de vento e ondulação, por isso foi escolhida como categoria olímpica. Todos os velejadores devem usar exatamente o mesmo material (one design) – prancha, vela, retranca e mastro.

  • Manobras

Conheça algumas das principais manobras o windsurf:

Aero jibe – o velejador salta com os pés ainda fixos às alças, gira a prancha 180º e vira a vela no ar.

Back ou front looping – o velejador lança sua prancha à parede da onda em alta velocidade dando um grande salto.

Batida – lançar a prancha e a vela contra a crista da onda.

Batida 360º – além de bater na crista da onda, o velejador dá um giro de 360º e segue o mesmo sentido que estava antes da batida.

Back loop – o atleta dá uma volta completa (loop) com a vela no ar para trás.

Body drag – o velejador tira os pés da prancha e coloca-os na água, retornando logo em seguida.

Bordo – mudar de direção, fazendo uma curva contra o vento (menos arriscado do que o jibe).

Clew first –fazer as manobras com a vela invertida (o anel metálico onde amarram-se os cabos fica mais próximo da proa).

Foot loop – o atleta dá uma volta completa no ar (loop) com um dos pés no ar.

Jibe – mudar de direção, fazendo uma curva a favor do vento.

Jump jibe – o velejador salta (usando uma marola ou onda) e passa a vela para o outro lado.

Laydown jibe – fazer uma curva de 180º com a vela paralela a água, neutralizando o vento.

Loop – dar um giro completo com a vela no ar.

Table top – o velejador salta e deixa a prancha horizontal ao mar.

Push loop – o velejador dá uma volta completa (loop) com a vela no ar para trás e contra o vento.

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Referências Bibliográficas:

Todos os dados foram extraídos do site: http://esporte.hsw.uol.com.br/windsurf4.htm

Bons ventos!

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